Gouveia e Melo a fazer rafting no rio Paiva. Veja o vídeo
O jipe, no caminho para o local do embarque no rio Paiva, concelho de Arouca, mostra uma paisagem desolada pelos incêndios. Henrique Gouveia e Melo, o marinheiro que comandou a Armada, vestiu hoje um fato de térmico, colete e capacete, para fazer rafting nos rápidos do rio, com o objetivo de mostrar a importância dos “desportos e turismo de natureza, numa área que ardeu imenso no último verão e mostrar o cuidado que é preciso ter com este património”.
Oas 65 anos, o almirante na reserva, diz não ter nada a provar quanto a dar provas de saúde, vitalidade e energia, porque quase todos os candidatos tentam mostrar de alguma maneira forma física. “Não tenho que provar nada disso. Saí há menos de um ano das Forças Armadas. Na última missão, pergunte lá ao pessoal lá da Marinha o que fiz…” Diz-se preparado. Nunca fez rafting. “O que fiz foram coisas mais violentas que o ráfting”. Nos submarinos e nos navios.
A justificação de Gouveia e Melo para este mise-en-scène de campanha são as zonas abandonadas do país: “Não só estamos a desertificar o interior, como às vezes não cuidamos de trazer a economia outras vezes para o interior, e essa economia pode ser proporcionada muitas vezes pelos desportos e turismo de natureza. Isto é lindo, olhamos à volta e o que vemos é uma paisagem muito ardida, muito destruída”.
“Por coincidência, o Governo estava agora a fazer um decreto-lei sobre os rios e a preservação dos rios. Uma sociedade evoluída e avançada percebe a importância da natureza, o impacto que os seres humanos têm, e o cuidado que temos de ter para a preservar”, afirma.